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Mostrando postagens com o rótulo Sobre o Amor

A SANTA MISSA

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SEGUNDO SÃO FRANCISCO DE SALES, SÃO LEONARDO DE PORTO-MAURÍCIO E SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO.             É n ecessário que nós, enquanto católicos, nos aprofundemos naquilo que é o mistério da Santa Missa. É preciso que busquemos participar fervorosamente da Santa Missa, para colher os frutos que Jesus quer nos dar. Para isso, num breve momento, compa rtilhar-se-á um pouco da sabedoria de São Francisco de Sales (do livro Filotéia ), de São Leonardo de Porto-Maurício (do livro As Excelências da Santa Missa ), e de Santo Afonso Maria de Ligório (do livro A prática do amor a Jesus Cristo ). “Grande paciência é necessária para suportar a indiferença, que a maioria dos batizados na Igreja Católica têm pela Santa Missa: eles rescendem ateísmo e são veneno da piedade. Pensam eles: “Uma missa a mais, uma missa a menos, que importa... Já é bastante ouvir a missa nos dias de festa. A missa de tal padre é uma missa de semana santa: quando ele surge ...

A Castidade

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O sentido pleno da castidade Por Karol Wojtyla        Vamos agora esclarecer o problema da castidade na sua totalidade. (...) O homem não quer reconhecer o grande valor com que a castidade contribui para o amor humano, quando se recusa a reconhecer a plena e objetiva verdade sobre o amor entre mulher e homem, substituindo-a pela ficção subjetiva. Quando aceitar esta verdade objetiva sobre o amor na sua totalidade, então também a castidade mostrará o seu pleno valor, revelando-se um grande fator da vida humana, um indício principal da “cultura da pessoa”, que por sua vez constitui a raiz essencial de toda a cultura humana.        Não é possível compreender o pleno sentido da virtude da castidade se não se compreende o amor como função de relacionamento pessoal, como função orientadora da união das pessoas . (...) Só as manifestações psicológicas não bastam. O amor só chega ao amadurecimento psicológico quando possui um valor ét...

Reflexões sobre o coração humano (4)

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O que importa no fim da nossa jornada é um drama de consciência que ressoa no mais íntimo das tramas das escolhas cotidianas, entretanto, outra realidade é levantar a mesma questão quando estamos de fato no limiar do dom dessa vida. Nesse sentido segue um trecho (Obras completas de Elisabete da Trindade, p.32) de quem teve a oportunidade de caminhar nestes terrenos áridos e chegou a encontrar o fundamental da fecundidade da entrega do homem e da mulher: “No dia de todos os Santos, comunga pela última vez. Para as dez horas da manhã, acreditou-se que seria a hora de sua morte. A Comunidade se reúne em torno dela e recita as orações dos moribundos. Elisabete sai de sua prostração e pede perdão às suas Irmãs em termos emocionantes. Convidada a lhes dizer ainda alguma palavra, ela responde: “Tudo passa!... Na tarde da vida só o amor permanece... É preciso fazer tudo por amor; é preciso se esquecer sem cessar: o bom Deus ama tanto quem se esquece de si... Ah! Se eu tivesse feito sempr...

Reflexões sobre o Amor (11)

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Amigos... De forma impressionante o Evangelho do último domingo recorda-nos de um dado pouco considerado: a prontidão do nosso coração em meio á “ausência” do Amor santifica-nos porque a criatividade Dele anda por caminhos, que ainda que estreitos, possa Encontrar-nos quando sabiamente O esperamos. Compreender um coração assim soa destoante uma vez que vivemos e nos relacionamos em contextos de pressa e correria ao ponto de que o cume dos esforços é pautado numa eficácia que o tempo todo não dá-nos o direito de parar um pouco e contemplar o mistério da Vida. Assim o coração de quem ama vive a experiência da contradição de caminhar sob a guia da fé certificando-nos que Ele vem (Lc 12, 40) e isso por si é propriamente um Encontro (Hb 11, 1) que nos mantém acordados (Lc 12, 37) pronto a abrir a porta ao menor sinal de que Ele está batendo do outro lado (Lc, 36). Aqui o coração em processo de conversão já experimenta uma felicidade que a frenesi da correria não nos permitiu: a realiza...

Reflexões sobre o Amor (10)

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A celebração do próximo domingo coloca-nos ao menos uma questão que toca todas as buscas humanas: o drama de realizar-se apesar das sombras cotidianas como um autêntico exercício de liberdade; aqui, recordo-me de que certa vez escutei Camelo e Dominguinhos tocar e cantar: “Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom”, interessante aqui, que tal trecho é o primeiro movimento da “Liberdade” (título da música em questão) porque no outro extremo está a sequência: “É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final” e isso permite-nos compreender que tal elasticidade demanda uma capacidade de escapar com maturidade diante da pergunta que nos aflige sob o véu da nossa correria: “De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol?” (Ecl 2, 22). Nesse espaço existencial se projeta a veracidade da profundeza do ser e que é propriamente a pedra de toque dos projetos contemporâneos: a liberdade – tão cantada nas ruas das cidades francesas e...

Reflexões sobre o amor (9)

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Amigos... Percebemos no último domingo por meio do Evangelho que através dos territórios de morte temos que a vida conseguiu o milagre de entoar um canto de vitória (Lc 7, 11 – 17) e aqui, o drama humano é o espaço em que o Amor apresenta-se considerando com realismo que Ele tem uma relação direta com a vida entrelaçando e dando visibilidade á definição que dá de Si (Jo 14, 6) numa fecundidade tal que expressa com realismo o esplendor das entregas. No mundo daquele cortejo fúnebre temos a possibilidade de perceber uma gratuidade que se compromete com os homens abrindo á humanidade um caminho de encontro com Ele numa ousadia que apenas por meio da fé e esperança vamos conseguir carregar aquele “drama de Naim” (Lc 7, 11) que em meio as nossas lágrimas e sustentados pelo Amor partindo de tal abismo humano chegamos a tocar a certeza daquela estrada fundamental: “Fora de Jesus Cristo nada sabemos do que é Deus, a vida, a morte e do que nós próprios somos” (Blaise Pascal). Somente assim a...

Reflexões sobre o Amor (8)

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Amigos... No último domingo percebemos no Evangelho um “encontro” entre Jesus e um oficial romano (Lc 7, 1–10) e nessa cena o Amor chega a exprimir a beleza interior daquele coração romano: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé” (Lc 7, 9) e nesse sentido temos que Ele, que vê as profundezas do homem (1 Sm 16, 7; Sl 51, 10; Gn 6, 5), apresenta-nos um olhar que não envelheceu com o tempo propondo-nos um caminho que na simplicidade daquele oficial recorda que o Amor dispensou sua graça na medida em que aquele que O procurava sabiamente permaneceu no seu drama fazendo da impossibilidade do empregado de tocar as vestes divinas devido a precariedade em que se encontrava então o coração do oficial torna-se o espaço que universaliza aquele descaminho que acaba por tornar-se em “seu” aquele drama do encontro entre o doente e o Médico. A confiança daquele coração romano professava uma fé na palavra Dele (Lc 7, 7) que ecoa em nossos corações católicos uma atualidade...

Reflexões sobre o amor (7) - Santíssima Trindade

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                  Amigos... Apresento uma oração que a Beata Elisabete da Trindade escreveu provavelmente na noite do dia 21/11/1904 e que sob o olhar de Attílio Cancin no livro Obras completas da Elisabete da Trindade temos que ‘Esta oração da Beata Elisabete, mais conhecida como “Elevação à Santíssima Trindade”, é uma obra de síntese teológica trinitária mais profunda que uma pessoa humana possa ter escrito’. Eis alguns trechos: ‘Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. (...) Ó meu Cristo amado, crucificado por amor; quisera ser uma esposa para vosso Coração, quisera cobrir-vos de glória, amar-vos... até morrer de amor! (...) Ó Fogo devorador . Espírito de amor, “vinde a mim” para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para ele uma humanidade de acréscimo na qual ele renove ...

Reflexões sobre o Amor (6) - PENTECOSTES

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Amigos... Neste último domingo celebramos Pentecostes e nos deparamos com a beleza do encontro do Espírito Santo com homens em lugares diferentes, sobretudo por que experimentaram distintas sensibilidades da alma (Jo 20, 19): o medo que isola-os num recinto e as paixões que formam um contexto que os intimida. Entretanto, Grecco cantou o drama desses encontros humanos á partir de um ângulo que apresenta-nos o esse ncial quando os “contrários humanos” parecem um campo de batalha sem um sentido em si: “Sim, todo o homem é bom. Todo o humano é bom. Toda face, olhar e matiz. Sim, todo o homem é bom. Sendo ele o que for. Forte, fraco, tristonho ou feliz. Todos os pobres, os livres, os nobres, os feios, os belos, os ricos também. (...) Mesmo que o mal ronde perto. E nos faça um deserto. Esse bem ficará. E uma gota do céu cairá. Sim todo o homem é bom. Todo o humano é bom. Se ele sabe entregar-se num Sim” (Todo homem é bom). Dessa forma bondade e sabedoria se encontram e se resolvem quand...

Reflexões sobre o Amor (5)

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        Amigos... No último domingo celebramos a beleza que partindo da Ascensão chega a iluminar todas as entregas humanas como que traçando um parâmetro de toda fecundidade de quem ama e isso porque “Um de nossa raça está dentro da Trindade, um de nossa raça é Senhor do céu e da terra, um de nossa raça é Senhor dos anjos, um de nossa raça está no topo de todas as coisas.” (Dom Henrique Soares no site Presbíteros) Uma entrega que carrega o drama de caminhar sob o olhar exigente do Amor de forma que “quem não carrega sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo.” (Lc 14, 27) Uma relação tal que nos permite entrar no Seu tempo ao ponto de que a alegria (cf. Lc 24, 52) de quem se percebe nos terrenos do Amor chega a ser um dos discursos mais belos acerca da comunhão de quem sabe entregar-se sob a guia do Espírito. Isso é muito contrário ao medo que entrecorta os dramas humanos diante da necessidade de continuar a testemunhar o Amor mesmo quando não há mais razoa...

Reflexões sobre o Amor (4)

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                Amigos... No último domingo o Evangelho expressou uma beleza que ilumina uma demanda muito cara em nosso mundo interior, trata-se de perceber que o Amor oferta uma paz que é diferente do mundo, como também de que ela nos alcança num momento que aparentemente somos deixados pelo Amado, entretanto, a alegria que brota nestas condições é própria de quem soube esperar (Jo 14, 28). Assim, uma questão que pode iluminar as dores do homem moderno é a maturidade que é gestada no coração de quem sabe amar nas “ausências cotidianas” e nesse sentido o padre Fábio de Melo soube poetizar tal drama quando expressou na música Ausência esta realidade do coração: “Fico então aqui a esperar. Permito-me perder neste sonho de te ver retornar.”; uma realidade que tem por vocação chegar a fazer-se em nossas dores uma oração que o mesmo padre cantou: “Te adorarei, Senhor, de todo coração. Te louvarei, te bendirei, te glorificarei, Senhor. E enquan...

Reflexões sobre o amor (3)

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                                      Amigos... No último domingo celebramos uma relação de amor e glória entrelaçada no texto joanino o qual não desconcilia a aparente fraqueza dessa realidade que pode ser compreendida na Cruz em que a Vida vence a Morte. O ponto de encontro é o coração do homem que se entrega nas tarefas cotidianas naquela mesma oferta do sagrado Coração perfurado. “Somente os corações regenerados em Cristo recriarão um mundo novo” (Serva de Deus Madre Maria Teresa Spinelli¹) e por isso tal coração já canta a Vitória que por ora contemplamos de forma imperfeita na esperança certa de que um dia a tensão “amor-glória” se desdobre na realização do “Sede santos como vosso Pai do céu é santo.” (Mt 5, 48) Queridos... O espaço por excelência do Amor que se entrega é a fraqueza de quem necessita ser amado e essa comunhão nos permite compreender o olhar sincero de dom Henrique S...

Reflexões sobre o amor (2)

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Amigos... No último domingo celebramos a beleza do encontro de Jesus com Pedro e isso é especial porque o Senhor adentra no histórico vocacional do santo recolocando a questão da entrega a Ele por meio de repetidas perguntas sobre o amor. Entretanto, o “segue-me” de Cristo (Jo 21, 19) é proferido numa relação que pode ser elucidada pela ideia dos rins cingidos sob duas lógicas no versículo precedente: uma pelo interlocutor de Cristo e outra, por diferentes mãos que expressam não a vontade de Pedro, mas a do Mestre (Jo 21, 18). Aqui é significativo um adentrar no texto que quando celebrado liturgicamente é um movimento de Deus que nos encontra com uma determinada história vocacional carregada de limitações e isso, nos permiti compreender que apascentar as ovelhas do Amor pode acontecer quando faço a experiência de santidade como “uma disposição do coração, que nos torna humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes da nossa fraqueza e confiantes, até a eternidade, de sua bond...

Reflexões sobre o Amor (1)

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           Queridos amigos... No último domingo celebramos o mistério da Misericórdia que nos ultrapassa, mas nem por isso temos o direito de não busca-la e isso é um verdadeiro drama que foi poetizado sob o olhar de Adélia Prado: “Amor, pra mim, é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade dele existir ao meu lado do jeito que ele é.” Dessa forma temos uma perspectiva que é capaz de descer aos escombros da experiência humana mostrando-nos que o amor nos liberta quando há uma justa misericórdia em relação a quem amamos, entretanto “Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis?” (Mt 5, 46). Assim o caminho indicado parece se abrir para o impossível de que o amor humano possa encontrar na misericórdia de Deus uma liberdade que atinge sua plenitude quando chegar a amar os contrários da existência com aquele Olhar de misericórdia, que é mais profundo q...

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