O coração humano (1)

por seminarista Carlos Gomes
O homem sempre procurou Deus como um louco sedento do sublime em meio às misérias do seu tempo. Jeito um tanto forte para iniciar esta reflexão, mais complicado ainda, fazer uma “análise” deste porte, não porque os termos são vagos, mas sim, devido a centralidade do coração humano, enquanto o objeto de pesquisa. Este objeto pulsa para além do ritmo biológico, trata-se de um pulsar de palavras ditas no silêncio dos fatos históricos, e que, neste sentido, espera um interlocutor, alguém que tenha uma capacidade de adentrar um contexto assim, alcançando o infinito que “sustenta” o viver. Por outro lado, não temos dúvidas de que as manifestações religiosas ao longo do “pulsar histórico” encontram um horizonte para além da práxis, não porque o sentido do agir é algum elemento teórico do agir, mas sim, porque nas entrelinhas do agir o interlocutor se apresenta sem destruir o “pulsar silencioso”, antes, se apresenta neste redil da busca do sublime, para se apresentar com sua face também sublime, que apenas o coração reconhece. Neste sentido temos um verdadeiro diálogo, em que o interlocutor para dar “conta do recado” deve contemplar categorias que em última instância se configuram no Criador de tudo aquilo que na história não contradiz a Si e como o coração entra no desdobramento do criar de Deus, encontramos no “dialogar” uma vocação que encontra repouso apenas na comunhão com Ele e no “amor-Amor” o ritmo histórico que se arrebenta em um estado de alegria indizível, encontrando na “liberdade-Verdade” a carta magna do coração, nosso singelo objeto de reflexão.

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