A NECESSIDADE DA ORAÇÃO


Por seminarista Jefferson Corrêa

Gostaria de comentar o texto referido abaixo que me alimentou e espero que possa alimentar a mais pessoas.
Atos 19,8-17.20
8  Paulo  foi  então  à  sinagoga  e,  durante  três  meses,  falava  com  toda  liberdade,  discutindo  e persuadindo os ouvintes acerca do Reino de Deus. 9 Todavia, como alguns se obstinavam na incredulidade e falavam mal do Caminho diante da multidão, Paulo rompeu com eles, tomou os discípulos à parte e, diariamente, ensinava-lhes na escola de um homem chamado Tiranos. 10 Isso durou dois anos, de modo que todos os habitantes da Ásia, judeus e gregos, puderam ouvir a palavra do Senhor. 11 Deus realizava milagres extraordinários pelas mãos de Paulo, 12 a tal ponto que pegavam lenços e aventais que tivessem tocado sua pele, para aplicá-los sobre  os  doentes,  e  as  doenças  os  deixavam  e  os  espíritos  maus  se  retiravam.  13  Alguns exorcistas  judeus  itinerantes  começaram  igualmente  a  invocar  o  nome  do  “Senhor  Jesus” sobre os que tinham espíritos maus. Diziam: “Por esse Jesus que Paulo está pregando, eu vos ordeno: saí!” 14 Os que faziam isso eram os sete filhos de Ceva, um sumo sacerdote judeu. 15 Mas o espírito mau reagiu, dizendo: “Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?”  16  E  o  homem  que  tinha  o  espírito  mau  lançou-se  sobre  eles  e  os  dominou  a  uns  e outros com tanta violência que fugiram daquela casa, sem roupa e cobertos de ferimentos. 17 E toda a população de Éfeso, judeus e gregos, ficou sabendo do fato. O temor se apossou de todos. Louvava-se a grandeza do nome do Senhor Jesus. 20 Assim, a palavra do Senhor crescia e se firmava com grande poder.

Esse texto nos diz sobre a necessidade da oração, da permanência em oração para anunciar Cristo a todos, conforme o pedido do próprio Cristo “ide e fazei discípulos meus todos os povos” (Mt 28,19), essa permanência no Senhor gera em nós a maturidade, a confiança necessária para aguardarmos ao tempo de Deus. Paulo que insistentemente anuncia àquele mesmo povo por dois ou três anos e que não desistiu e via a comunidade cristã crescendo firmemente, graças a sua permanência em oração onde através da mesma o Espírito conduzia as pregações e os cristãos.
O texto traz consigo também a necessidade dessa permanência na oração para que nosso trabalho tenha efeito, tanto que os judeus quando foram expulsar aos demônios em nome de Paulo pelo poder de Cristo não tiveram efeito algum sobre os exorcismos. Mostra-nos, então, a necessidade da oração para que nosso trabalho gere os frutos necessários; hoje, nós cristãos, apesar de falarmos sobre Cristo devemos ter um verdadeiro contato com Cristo através das nossas orações diárias, do auxílio aos necessitados, do encontro com o próximo.
A eficácia de nosso trabalho não depende unicamente de nossas forças, mas é o Espírito de Deus que vem em nosso auxílio, que nos sustenta e nos dá forças para anunciarmos o Senhor a todas as criaturas. Ele (o Espírito) nos capacita com seus dons necessários, cada um de uma forma e com sua própria intensidade. Desta forma temos na Igreja vários “carismas”, aqueles que tem o dom de falar, de escrever, de pregar, de orar, de tocar, de cantar, enfim, cada um conforme o que o Espírito inspirou, mas todos tem algo em comum, estão a serviço de Deus e necessitam de estar unidos a Ele através da oração.
Quanto maior a nossa configuração ao Cristo, maior serão os reflexos do Amor de Deus, os traços do Espírito Santo. Configuremo-nos ao Cristo através da oração, para que possamos ser chamados de cristãos, “outro Cristo”. Clamemos em oração, todos a uma só voz: “Vem Santo Espírito, vinde em nosso auxílio”.

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