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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Reflexões sobre o coração do homem (6)

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A serenidade é um dom que nos devolve o tempo todo abrindo caminhos que indicam a sacralidade da estrada estreita do Amor, de tal forma que possa haver um autêntico encontro entre as palavras e gestos com aquele Sentido, que recolhendo nossos desencontros em meio ao nosso processo virtuoso se entrega mais uma vez dando-nos paz quando há muito a perdemos nesse tempo de pressa e correria: “Quando se perde a paz do coração, deve-se fazer de tudo para recuperá-la, sabendo que nada no mundo nos deve roubar essa paz” (O combate espiritual, p. 72). Ótima semana!

Amar e sermos amados

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Você talvez, assim como eu, já tenha passado por uma tibieza espiritual, uma preguiça espiritual, uma sensação de ausência de Deus (o que é bem diferente de aridez espiritual, mas esta fica pra outro momento). Desta forma espero que este texto o ajude assim como me ajudou durante os dias de retiro (10 a 13 de setembro). Amare et amari (amar e sermos amados) eis o resumo da vida humana, nos diz o Santo de Hipona. Não se pode amar pela metade, assim também diz santo Agostinho: a medida do amor é amar sem medida.
O grande perigo se encontra quando o nosso amor a Deus cai na tibieza, perdemos a vibração, o fervor, a totalidade do primeiro amor (cf. Ap 2, 1-5). Os retiros, encontros, acampamentos, palestras, formações, tudo isso pode nos dar um ânimo, fazer-nos lembrar nosso primeiro amor, ou para aqueles que nunca o perceberam o dão conta de que de que são amados, mas isso tudo não é o suficiente para manter a vibração em nosso coração, precisamos de uma constância na oração, uma oração q…

Reflexões sobre o coração do homem (5)

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Passamos considerável tempo na correria de nos encontrar em meio ás atividades cotidianas, entretanto, além de termos tarefa o tempo todo, tal busca pode ser mais fecunda se considerarmos que também podemos nos encontrar como um dom e aqui, é necessário acolher-se com todos os limites e possibilidades pessoais, sem recusar-se que desse vínculo harmônico entre dom e tarefa permanece o drama do exercício humilde de acolher a verdade, que ultrapassando-me chega a deitar suas raízes na lógica Amor: “Ele tornou-se aquilo que somos, para poder fazer de nós aquilo que era” (santo Atanásio de Alexandria). Ótima semana!

Reflexões sobre o coração humano (4)

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O que importa no fim da nossa jornada é um drama de consciência que ressoa no mais íntimo das tramas das escolhas cotidianas, entretanto, outra realidade é levantar a mesma questão quando estamos de fato no limiar do dom dessa vida. Nesse sentido segue um trecho (Obras completas de Elisabete da Trindade, p.32) de quem teve a oportunidade de caminhar nestes terrenos áridos e chegou a encontrar o fundamental da fecundidade da entrega do homem e da mulher: “No dia de todos os Santos, comunga pela última vez. Para as dez horas da manhã, acreditou-se que seria a hora de sua morte. A Comunidade se reúne em torno dela e recita as orações dos moribundos. Elisabete sai de sua prostração e pede perdão às suas Irmãs em termos emocionantes. Convidada a lhes dizer ainda alguma palavra, ela responde: “Tudo passa!... Na tarde da vida só o amor permanece... É preciso fazer tudo por amor; é preciso se esquecer sem cessar: o bom Deus ama tanto quem se esquece de si... Ah! Se eu tivesse feito sempre ass…