Reflexões sobre o Amor (6) - PENTECOSTES



Amigos... Neste último domingo celebramos Pentecostes e nos deparamos com a beleza do encontro do Espírito Santo com homens em lugares diferentes, sobretudo por que experimentaram distintas sensibilidades da alma (Jo 20, 19): o medo que isola-os num recinto e as paixões que formam um contexto que os intimida. Entretanto, Grecco cantou o drama desses encontros humanos á partir de um ângulo que apresenta-nos o essencial quando os “contrários humanos” parecem um campo de batalha sem um sentido em si: “Sim, todo o homem é bom. Todo o humano é bom. Toda face, olhar e matiz. Sim, todo o homem é bom. Sendo ele o que for. Forte, fraco, tristonho ou feliz. Todos os pobres, os livres, os nobres, os feios, os belos, os ricos também. (...) Mesmo que o mal ronde perto. E nos faça um deserto. Esse bem ficará. E uma gota do céu cairá. Sim todo o homem é bom. Todo o humano é bom. Se ele sabe entregar-se num Sim” (Todo homem é bom). Dessa forma bondade e sabedoria se encontram e se resolvem quando da fecundidade do nosso sim que o tempo joga com a capacidade de deixar os nossos “nãos” para acolher aquele Sim fundamental de Cristo que encontra em nossos terrenos interiores a realidade por excelência para o desdobramento do agir do Espírito Santo que com a sua linguagem torna fértil aquilo que em nós ainda tem a secura de um fogo interior que não purifica-nos. Aqui a Igreja encontra na simbologia dum outro Fogo (CIC 696) uma apresentação daquilo que ainda continua a sustentar o mundo: Pentecostes – que nos encontra em meio as noites escuras de nossos medos para seja Ele mesmo aquela linguagem (2 Cor 3, 3) que consegue dialogar com os homens de todos os tempos por ser capaz de realizar-nos á partir do drama da nossa necessidade fundamental: sermos encontrados pela buscas do Amor. Assim podemos nos entregar mesmo quando os nossos corações tocam a simplicidade das limitações dos nossos presépios interiores, mas sem perder a ousadia paulina de que a minha morte pode ser lucro quando desespero-me de minhas capacidades (Fl 1, 21) então podemos nos encontrar na Igreja em meio aquela experiência fundamental que não envelheceu com o tempo e que encontra sua atualidade quando os cristãos sabem cantar liturgicamente com a vida a vocação de todo drama humano: “A nós descei, divina luz! A nós descei, divina luz! Em nossas almas acendei o amor, o amor de Jesus, o amor, o amor de Jesus.” Ótima semana!

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