Reconciliação

por Seminarista Jefferson Corrêa

O sacramento da reconciliação e penitência além de exigir de nós um reconhecimento da nossa miséria, da nossa iniquidade, nos faz ver também a grandiosidade de Deus, o tamanho da sua misericórdia e amor por nós.

Nós necessitamos desse ato de conversão mesmo depois do batismo, pois os sacramentos da Iniciação Cristã não acabam com a concupiscência, essa inclinação ao pecado que possuímos devido ao pecado original e que faz com que a vida cristã seja um combate, uma luta a que somos chamados a travar todos os dias para nossa santificação.

Há, portanto, duas conversões: uma através do batismo (que exige uma adesão à fé), outra através da penitência, como nos fala Santo Ambrósio: “existe a água e as lágrimas: a água do batismo e as lágrimas da penitência”.

A conversão não é somente um ato exterior. É necessária uma profunda mudança interior; a reconciliação não é obra de nossas mãos. Assim como nós só amamos porque fomos amados por primeiro pelo próprio Deus, nós somente somos reconciliados com Deus porque Ele toma a iniciativa de se aproximar de nós, de se abaixar e nós ao vermos sua grandeza enxergamos nossa pequenez e voltamos a Ele, crentes de que não é possível a vida sem Deus, longe de Deus, ou seja, no pecado. Por isso se diz: “o inferno é o sofrimento de não amar a Deus”, ou seja, estar longe d’Ele.

Segundo os Santos Padres a penitência interior tem uma tríplice expressão, a qual a Sagrada Escritura também nos mostra: jejum, esmola e oração, onde uma expressão não tem sentido sem a outra.

Aproveitemos esse tempo que nos resta da Quaresma e busquemos a reconciliação com os irmãos e com Deus. Como o pai na parábola do filho pródigo (Lc 15), Ele está a nossa espera.

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